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Alfredo Chaves

História

  • Por: Comunicação Adeturci
  • Em: 01/10/2016
  • Categoria: Notícias
  • Imagens: PMAC


A história do município de Alfredo Chaves teve início com a colonização dos portugueses, no século XIX. Quando Dom Pedro II doou ao guarda de honra da corte, o português Augusto José Álvares e Silva, 500 alqueires de terra. Essa área foi dividida em cinco partes chamadas Sesmarias: do norte, do sul, do leste, do oeste e Quatinga.

 

Fotos antigas de Alfredo Chaves

Sede da prefeitura no início do século XX.

Nesse período, Augusto José Álvares e Silva casou-se com Macrina Rachel da Conceição, nascida naquela região e descendente de portugueses, e tiveram cinco filhos. Quando Augusto morreu, Macrina herdou as terras e doou um pedaço da Sesmaria para os escravos que não tinham moradia. A área doada, o morro do cemitério, passou a se chamar “Povoado de Nossa Senhora da Assumpção”. Mais tarde, com a chegada dos jesuítas de Benevente e a construção da igreja, passou a ser chamada de “Povoação de Nossa Senhora da Conceição”.

 

Fotos antigas de Alfredo Chaves

Estação Ferroviária que existia na sede.

Depois, as Sesmarias foram herdadas pelos filhos de Augusto e Macrina. Rita Augusta José Alves e Silva, filha do casal, casou-se com o coronel José Togneri, filho de conde italiano, que veio ao Brasil para vender jóias e comprar terras. Por dote, ele recebeu toda a propriedade da área da Quatinga.

 

Fotos antigas de Alfredo Chaves

Alfredo Rodrigues Fernandes Chaves, ministro da colonização que deu nome à cidade.

Na região, em 1877, chegam os imigrantes italianos, que desembarcam em Benevente. Do local, eles subiram o rio Benevente em canoas até a sesmaria Quatinga, onde fundaram o povoado de Alto Benevente. Alguns desses europeus, com medo das enchentes e do ataque dos índios, continuaram a subir o rio para se instalarem em uma área mais elevada, batizada de Vila de Todos os Santos.

 

Durante esse período, os italianos encontram muitas dificuldades ao chegarem na região. Coberta de matas virgens, o local era habitado apenas por animais selvagens. Porém, não importava a dificuldade, o que queriam era um pedaço de terra para plantarem e sustentarem suas famílias. A Itália estava passando por dificuldades e a área para o desenvolvimento agrícola no país era bem reduzida.

 

Mas, o governo não tinha um plano de imigração de famílias agrícolas totalmente estruturado para a chegada dos europeus ao Brasil. Ao chegarem ao território de Alto Benevente, por meio de pequenas embarcações, eles seguiam depois em grupo pelas estradas com destino ao Quinto Território. Com o apoio do ministro, Dr. Joaquim Adolpho Pinto Pacca, da Imperial Colônia de Rio Novo, e do Coronel Togneri, os italianos eram encaminhados a um barracão coletivo, a “Hospedaria dos Imigrantes”. Ali, ficaram acomodados (amontoados) por alguns meses e recebiam alimentos para o sustento, enquanto esperavam o encarregado do governo definir o pedaço de terra para cada família.

 

Com a posse das terras, os italianos passaram a produzir para sua sobrevivência e transformaram verdes florestas em cafezais e outras lavouras. A terra parecia-lhes um paraíso, era só plantar que a colheita era certa. O único cuidado era afastar os animais selvagens que atacavam as lavouras.

 

Em 1878, novos imigrantes italianos chegaram e continuaram a subir o rio para se fixarem nos vales acima de Benevente e Batatal. Evitando assim, as constantes enchentes e os ataques dos índios. Além dessas dificuldades, naquela época, o serviço de saúde era bem precário e muitos membros das famílias contraíram o mal da febre de impaludismo e vieram a falecer.

 

Nesse mesmo ano, Dom Pedro II enviou à região o ministro da colonização, o engenheiro Alfredo Rodrigues Fernandes Chaves, para expulsar os índios instalados nas fazendas Togneri e Gururu. O município recebeu o nome Alfredo Chaves em homenagem a esse ministro.

 

Em 1888 e 1895, uma nova leva de imigrantes italianos chegam ao território. Esses Europeus passaram a colonizar outras regiões, como: Araguaia, Santo André, São Marcos, Matilde, Carolina, Deserto, Urânia, Maravilha e Engano (Ibitirui). A construção da Estrada de Ferro Sul trouxe novas esperanças para esses imigrantes.

 

O distrito de Alfredo Chaves foi emancipado no dia 24 de janeiro de 1891, como território desligado do município de Benevente, atual Anchieta. O crescimento econômico da região foi impulsionado pelos imigrantes italianos. O progresso chega e o desenvolvimento levou a formação do primeiro centro comercial, onde famílias compravam e vendiam mercadorias.

 

Em 1922, foi realizado o serviço de abastecimento de água potável e de esgoto, e a iluminação de toda a cidade. Melhorias surgiram para os europeus, que dedicavam grande parte do seu trabalho também para a região, na construção e organização das igrejas.

 

Na economia, a partir da década de 60 com a crise do café, os agricultores começam a trabalhar com a banana, um produto que se adaptou facilmente ao clima e ao solo de Alfredo Chaves. Com o sucesso da bananicultura e da pecuária leiteira na região, passa a ser organizada a tradicional Festa da Banana e do Leite do município.

 

Alfredo Chaves, vários destinos em um único lugar

 

Vale de Cachoeira Alta - voo livre

Vale de Cachoeira Alta

Cachoeira de Matilde

Cachoeira Engenheiro Reeve, em Matilde.

Alfredo Chaves é destino certo para quem procura belas paisagens, aventura, aconchego e uma excelente gastronomia. Surpreenda-se com essa bela cidade sul capixaba, situada entre o mar e as montanhas, que encanta pelas suas peculiaridades.

 

Opções não faltam para quem procura esportes de aventura, apreciar a natureza, curtir animadas festas, degustar pratos típicos com ingredientes locais e apreciar delicadas peças artesanais produzidas por habilidosas mãos alfredenses. Alfredo Chaves é referência para quem quer se encantar com dezenas de cachoeiras entre verdes e refrescantes montanhas.

 

Fuja da rotina do dia-a-dia e aproveite o melhor de Alfredo Chaves. Durante a viagem conheça as rotas turísticas rurais Caminho das Águas e Vale da Aventura. Abuse de alegria, cultura e emoção encontradas neste pedacinho do Espírito Santo.

  

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